Hoje (20) fomos à Universidade de Pequim para entender um pouco mais como é o processo de formação dos jornalistas e o que eles esperam do futuro da mídia chinesa. Ali, encontramos a estudante He Zheng Zheng, de 23 anos, e Fang Kun, de 26. Ambos estudantes de jornalismo na Universidade de Pequim. Eles não têm respostas oficiais: perguntados sobre o que acham importante mudar no jornalismo chinês, não titubeiam. “Os mecanismos de censura e controle”, diz He Zheng Zheng. “O jornalismo pode ajudar o país a se comunicar melhor com o povo”, afirma Fang Kun, cuja família é da região do Tibet.
Fang e He Zheng serão os jornalistas da liderança na mídia daqui a 20 anos, tempo que eles esperam para que os processos democráticos e de abertura da política chinesa estejam completos. Essa geração, que cresceu sob a influência da internet, acredita que a rede mundial de computadores vai forçar o governo a rever várias de suas posições. “O governo não consegue pará-la”, afirma He.


